O presente estudo analisou a percepção e o grau de conhecimento de gestores e colaboradores sobre a Ginástica Laboral (GL) como prática promotora de saúde e desempenho no ambiente corporativo. O objetivo principal foi identificar fatores que favorecem ou dificultam sua implementação, avaliando o impacto da informação, da cultura organizacional e da estrutura empresarial sobre a adoção dessa prática. A pesquisa adotou abordagem quantitativa e caráter descritivo, utilizando questionário estruturado aplicado a 28 participantes de diferentes portes empresariais da região do Vale do Araguaia (MT). Os resultados indicaram que 64,3% dos respondentes afirmam conhecer o conceito de GL, porém apenas 32% relataram a efetiva adoção em suas empresas. A principal barreira observada foi o déficit de conhecimento técnico e gerencial sobre o tema, seguido pela escassez de profissionais especializados. A maioria dos entrevistados (74%) reconhece o potencial retorno econômico e humano da prática, o que evidencia que a resistência não decorre de descrença, mas de falta de informação e incentivo. Conclui-se que a institucionalização da Ginástica Laboral depende de políticas de educação corporativa, formação continuada e integração entre saúde ocupacional e gestão estratégica, visando consolidar uma cultura organizacional de bem-estar e sustentabilidade humana.
Palavra-chave
Ginástica laboral. Saúde ocupacional. Qualidade de vida. Trabalho. Produtividade. Cultura organizacional.
Resumo em língua estrangeira
This study analyzed the perception and level of knowledge of managers and employees regarding Workplace Gymnastics (WG) as a health-promoting and performance-enhancing practice in corporate environments. The main objective was to identify factors that favor or hinder its implementation, assessing the impact of information, organizational culture, and business structure on the adoption of this practice. The research employed a quantitative and descriptive approach, using a structured questionnaire applied to 28 participants from companies of different sizes in the Vale do Araguaia region (MT, Brazil). Results indicated that 64.3% of respondents claimed to know the concept of WG, yet only 32% reported its actual adoption in their companies. The main barrier identified was the lack of technical and managerial knowledge about the practice, followed by the scarcity of qualified professionals. Most respondents (74%) recognized the economic and human potential of the program, suggesting that resistance stems not from disbelief but from informational and institutional gaps. It is concluded that the institutionalization of Workplace Gymnastics depends on corporate education policies, continuous professional training, and the integration of occupational health with strategic management to consolidate an organizational culture of well-being and human sustainability.
Palavra-chave em língua estrangeira
Workplace gymnastics. Occupational health. Quality of life. Work. Productivity. Organizational culture.